Arca de Noé

A meta agora é (re)construir uma Defesa Civil organizada.

Todos os dias se faz história, mas há dias onde se distingue a silhueta de anos e das gerações. Para o Brasil, segunda-feira, 31 de agosto de 2009 foi um dia assim.

O 8 de novembro de 2007, quando a Petrobras anunciou o pré-sal, também entrou para a história. Mesmo os mais rabugentos inimigos da "Petrossauro", que assim apelidaram a Petrobras por ser estatal e nacional, admitem que as reservas de petróleo de primeira devem abrir um novo ciclo no país.

Porém os brasileiros aprendem na escola sobre outros "ciclos", da cana, do ouro, do café, da borracha, que vieram e se foram. Geraram fortunas fantásticas. Mas nunca quebraram os grilhões da dependência nacional, do subdesenvolvimento, da pobreza para a maioria.

O que faz a diferença então é o 31 de agosto – quando o presidente da República comparece diante da nação e aponta "uma mão invisível – não a do mercado, da qual já falaram tanto, mas outra, bem mais sábia e permanente, a mão do povo – tecendo nosso destino e construindo nosso futuro".

Qual futuro? O de um pré-sal que é "patrimônio da União, riqueza do Brasil", será operado pela Petrobras e gerido por uma Petro-sal 100% estatal; cujos recursos irão para "a educação das novas gerações, a cultura, o meio ambiente, o combate à pobreza e uma aposta no conhecimento científico e tecnológico".

É apenas um projeto. Os bilhões de barris que podem efetivá-lo ainda repousam sob o oceano, debaixo de milhares de metros de mar e sal.

Mas é um grande, enorme, inédito projeto. Nunca antes na história deste país – para o escárnio da elite conservadora – casou-se em tal escala uma oportunidade de riqueza com uma decisão política de não concentrá-la e sim reparti-la. Para um povo que já produziu tanto e no entanto ficou com tão pouco, é uma oportunidade de ouro. Pode fazer o Brasil mudar de andar.

O bloco conservador oposicionista-midiático viveu neste 31 de agosto o seu dia de inferno astral. Ali estavam o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não inquiridos na CPI criada contra a Petrobras, mas entregando ao país um projeto como poucos.

De imediato, houve uma virada no braço de ferro entre as duas pautas petrolíferas que se opõem hoje. Perde fôlego a pauta negativa da CPI. Ganha ímpeto a pauta afirmativa sobre como explorar o pré-sal e partilhar seus frutos.

Há muito o que debater. Os petroleiros ainda veem os leilões da ANP com desconfiança. A UNE reivindica 50% dos recursos para a educação. O governador Sérgio Cabral atém-se a um sistema que dá dois terços dos royaltes do petróleo para o Rio de Janeiro e um terço para todos os outros estados. A oposição midiático-conservadora ressuscita o ex-diretor da ANP e ex-genro de FHC, David Zylbersztajn, para agourar que tudo está errado.

Portanto, ao debate: com urgência, com gana, alegria e esperança, lucidez e coragem, e vigilância, e profundidade. O pré-sal não garantirá a passagem automática do Brasil para um novo modelo de desenvolvimento nacional. Mas os prasileiros, com o projeto agora apresentado, terão novas energias para lutar por ele.

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Respostas a este tópico

Entre uma tempestade e outra, a gente VAI LEVANDO, A GENTE VAI LEVANDO!

Descontado todo esforço mediático e após dois anos de mistério o governo, na realidade, encaminhou ao Congresso um projeto de reforma da lei 9478/97 adaptando esta a nova fase do liberalismo internacional pós-crise no qual o Estado é utilizado não somente para abrir o mercado através das privatizações, mas financia, com dinheiro do povo, diretamente os grupos econômicos.

Neste modelo o papel da Petrobrás fica evidente quando recebe a condição de operadora, ou seja, controlando somente 30% da participação nos blocos será “responsável pela condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção”.

As outras empresas – e quantas apresentam condições de atuar no pré-sal? – formam um consórcio ganham o leilão pegam o petróleo e vendem como bem entender sem risco, pois o gasto maior ficou com a Petrobrás.

Volta ao passado é liberalizar o que é fundamentalmente de todos à exploração da iniciativa privada. É sair do século XX e voltar ao XVIII ou, ad minus, voltar ao entreguismo liberalizante do governo Collor-Itamar-Fernando Henrique Cardoso-PSDB!

Continua, muito mais! no link abaixo!
http://politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com/

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Para ouvir o galo cantar sem saber aonde
A farra dos leilões continua e o Brasil continuará sendo uma mãe para as petrolíferas d’além-mar

"O maior desafio para nós, sob uma perspectiva geopolítica, é simplesmente obtermos acesso aos campos de produção".
Rex W. Tillerson, presidente da Exxon Mobil, Washington, maio de 2006

É preciso ser muito entreguista, idiota de nascença ou desmemoriado crônico para advogar a entrega das nossas valiosas jazidas petrolíferas à massa falida multinacional, que só não foi à bancarrota por ter sido socorrida pelos cofres públicos com uma generosa baba de ouro maciço – 19 trilhões de dólares em um ano, dez vezes mais do que os dois trilhões de dólares destinados às nações pobres ou quase pobres em meio século.
Sim, você vai dizer que a petrolíferas ficaram fora do rateio. “Menas verdades”.

O complexo graneiro capitalista é a mesma tralha. Os bancos falidos e ressuscitados pelo dinheiro dos contribuintes são os cabeças de área. Mas jogam todos no mesmo escrete de escroques vorazes, haja vista a débâcle da suntuosa indústria automobilística made in USA.

E mais: David Rockfeller, do combalido Chase Manhattan Bank, é da família que até hoje detém a hegemonia do petróleo nos EUA, através da Exxon Mobil Corporation, sucessora da Standard Oil, fundada pelo velho John.

Também é preciso ser muito desinformado, ingênuo ou ter vocação de massa de manobra para acreditar que o sr. Luiz Inácio serviu ao Brasil ao anunciar o modelo de partilha para o pré-sal, numa jogada ensaiada em que criaram na pranchete os polos de um falso contraditório.

Infelizmente, numa sociedade da superposição da versão sobre os fatos, a esperteza e a mediocridade associadas deitam e rolam, impondo à massa ignara as cartas marcadas de um jogo de mentiras.
Trocando seis por meia dúzia

Ao mudar o regime de concessão pelo de partilha (este adotado em países tão dominados pelos trustes como a Arábia Saudita), na prática o governo trocou seis por meia dúzia.

As empresas continuarão pagando os mesmos 8% de royalttys, como parte do equivalente a 50% do que é destinado à União, proprietária das jazidas, em contraste com a mairia dos países, que ficam com 80% ou mais do produto da extração.

E a farra dos leilões dos lençois vai continuar com um despudorado agravante: as estrangeiras terão a seu lado, com 30% de participação, a empresa que desenvolveu a tecnologia de prospecção em águas ultra-profundas – sendo aida a única habilitada para tal proeza.

Em verdade, lhes digo: o governo armou um circo de comum acordo com os vários interesses na mais atraente área de produção do mundo, tão relevante que até o Severino Cavalcanti sabia que o bom é furar poços.

E nesse circo, armou vários cenários, sem abrir mão do regime de urgência, com o qual vai entregar o ouro ao bandido, engabelando a massa, sujeita à manipulação reproduzida por uma mídia devidamente amestrada.
Num desses cenários, usaram como malabaristas as petrolíferas que, possivelmente, não teriam gostado dos parâmetros “estatizantes” do novo marco regulatório.

Quanta falácia!

Hoje em dia, as antigas “sete irmãs” vendem a própria alma para explorar uma fatia do petróleo alheio. A British Petroleum que o diga. Outro dia, mandou o governo inglês devolver à Líbia o terrorista Abdel Baset al-Megrahi, condenado à prisão perpétua por um atentado a um avião da falecida Pan American, para obter um contrato de 18 bilhões de euros num país onde o Estado fica com 95% do valor arrecadado com a exploração do petróleo.

O circo para inflar Cabralzinho
Outra encenação foi para encher a bola do Sérgio Cabral Filho, que virou espadachim dos seus cofres na distribuição dos royalttys entre Estados e municipíos. Querendo garantir o dinheiro fácil, bateu pé firme quando se falou na possibilidade de dividir o benefício da exploração – a 300 Km da costa – por todo o todo o país com programas sociais carimbados.

Do outro lado, os governadores do Nordeste e de Minas Gerais mobilizaram suas artilharias e uma discussão marginal deslocou-se para o centro. O Brasil, que vai continuar dando casa, comida e roupa lavada para as petrolíferas dalém-mar, foi dividido numa sôfrega polêmica de verniz passional. E, por enquanto, prefeitos perdulários das areas "produtoras" - no Rio só 5 municipios estão fora - vão continuar fazendo obras suntuosas e superfaturados com o dinheiro do petroleo retirado do meio do mar.

Com o regime de urgência para a votação das novas leis no Congresso mantido a ferro e a fogo não serão os mensaleiros legislativos que ficarão sem tempo para processar as propostas do Executivo em seus cérebros mercenários.

É a populalção, já limitada em informações, que vai continuar ouvindo o galo cantrar sem saber aonde. Uma legislação que tem múltiplas implicações e desdobramentos atemporais não pode ser enfiada goela a dentro, numa embalagem de falsos brilhantes.

O governo que por si é uma grande fraude política não está nem um pouco preocupado com o tempo dos parlamentares. Esses são compráveis em projetos de curto, médio e longo prazos. Quer, sim, que o povo endosse no escuro mais esse estelionato que, para a nossa tristeza, vai misturar alhos com bugalhos, em prejuízo dos interesses nacionais.

Pois uma coisa é inquestionável: quando misturam público e privado, a sanha corruptora sempre leva vantagem. A propina rola por baixo do pano e é um Deus nos acuda.

Ou você não sabe que, antes mesmo dessa encenação triunfalista essa turma da pesada já entregou o mapa da mina aos donos do mundo?

Uma trolha em clima de festa
Sim, saibam quanto destas tomarem comhecimento: a Agência Naciaonal do Petróleo, que tem como presidente o sr. Haroldo Lima, do Partido Comunista do Brasil, cometeu o prodígio de contratar para gerenciar todos os arquivos de nossas reservas a poderosa empresa norte-americana Halliburton, do ex-vice-presidente Dick Cheney, monitora e beneficiária da invasão do Iraque.

E não ficou só nisso: a principal diretoria dessa Agência reguladora foi entregue a Nelson Narciso Filho, saído das entranhas dessa mesma Halliburton, onde fez de tudo um pouco e ainda, quando trabalhou em Angola, travou “proveitosos” conhecimentos “profissionais” com executivos de empresas como Total, British Petroleum, ExxonMobil, ChevronTexaco, NorskHydro e Sonangol.

Estamos, portanto, no caso do pré-sal, diante da continuidade das mesmas articulações de sempre, que agora culminaram por limitar a presença da nossa Petrobrás, que atravessou sozinha a camada de sal a fórceps, sob a proteção de um discurso ufanista e mentiroso, mas de alto poder mistificador.

Mais uma vez, a discussão será manipulada e habilmente sumarizada para que o povo continue endossando com coloridos ares festivos a tremenda trolha que o semideus absolutista está introduzindo em suas entranhas.

Fonte:
http://www.porfiriolivre.com/2009/09/para-ouvir-o-galo-cantar-sem-s...

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Tartare de tomate com sabor de petróleo ao molho de campanha

Lula, ciceroneado por Eike, recebe o prêmio sob as vistas de Rex Tillerson

"Na década de 1990 houve o inverso do que temos hoje: havia competição pelo capital, e não pelas reservas. Agora esse poder de barganha foi invertido. O mundo está dependendo do crescimento continuado da produção. Se houver menos incentivo para o aumento da produção, haverá cada vez mais arrocho no mercado".
Michelle Billig, diretora de risco político do PIRA Energy Group, empresa de consultoria de Nova York.

- O jantar está na mesa
Vestindo um terno azul com suaves listras brancas, gravata vermelha esmaecida sobre uma camisa azul celeste, Eike Fuhrken Batista, um jovial cinquentão, aproximou-se do presidente Luiz Inácio e o convidou para sentar à mesa, no majestoso salão dourado do Waldorf Astoria, o tradicional hotel nova-iorquino, que se destaca no número 301 da insone Park Avenue.

- Os lugares estão marcados. Eu sentarei à sua direita – completou, exibindo um sorriso simpático, os olhos azuis de sua mãe alemã e dentes de uma brancura exuberante.

Mais magra, Dona Marisa, presença obrigatória nos banquetes oferecidos ao marido, chamava atenção com seu tailleur vermelho, mas dessa vez não quis roubar a cena. Aconselhada, quase não abriu a boca, a não ser para refestelar-se com os prodígios culinários do “chef” Cedric Tovar, que começaram com uma entrada irresistível: “terrine de tartare de tomate”. Entrada tão saborosa que fez Luiz Inácio deixar cair sobre o prato o fone de ouvido usado para repassar as traduções.

Naquela noite de 21 de setembro, sob temperatura agradável, às portas do outono no Hemisfério Norte, 300 convidados assistiriam à entrega ao nosso semideus de um prêmio do instituto de pesquisas americano Woodrow Wilson Center, em Nova Iorque, o primeiro já concedido a um presidente do Brasil, tendo como gancho sua vitória em 2002.

A láurea era uma pequena escultura em bronze, em que se destacavam as iniciais da entidade: WW. Mas o banquete, que teve como mestres de cerimônia Anthony Harrington e Alain J.P. Belda, co-presidentes do The Brazil Institute, arrecadara nada menos de US$ 726 mil ( quase R$ 1 milhão e 300 mil), dos quais, US$ 200 mil foram pagos pelo próprio Eike, quantia igual à doada por Rex Tillerson, presidente da Exxon Mobil, a mais encorpada das sete irmãs, o avassalador cartel multinacional do petróleo, que está com a mão na massa em algumas jazidas petrolíferas brasileiras, especialmente o vitaminado campo Azulão, na Bacia de Santos.

Se para os convivas aquele evento contribuiria para fortalecer ainda mais os sentimentos de carinho dos empresários norte-americanos ao operário que se fizera um dos presidentes brasileiros mais dóceis a seus interesses, para Eike e Tillerson havia muito mais o que festejar.

Para o “bom burguês” um líder divino
Tão logo chegou a Nova York, Lula deixou as malas no hotel Intercontinental Barclay, no 111 da East 48th Street, fez algumas ligações para o Brasil e deslocou-se por 180 metros até o Waldorf Astoria, onde se reuniu, primeiro com o sempre sorridente Eike Batista e, a seguir, com ele, Rex Tillerson e Carla Lacerda, presidente da Esso, a subsidiária brasileira da petrolífera da família Rockfeller.

Blindada a sete chaves, essa conversa não vazou. Mas pelos pronunciamentos dos empresários, ficou claro que Lula havia satisfeito seus gostos. Depois de enfatizar que “a liderança e o carisma de Lula são presentes de Deus”, o maior doador da última campanha do presidente e do filme baba-ovo sobre sua vida (R$ 1 milhão de cada tacada), proclamou com a voz embargada: “tenho certeza de que seu nome já entrou para a galeria de grandes estadistas da nossa historia”.

Eike, que em julho de 2008 passou a maior aflição de sua vida com a presença da Polícia Federal em sua casa e em suas empresas, por conta dos expedientes de corrupção e suborno que usou para ganhar a licitação da Estrada de Ferro do Amapá, mostrava-se o próprio porta-voz do governo: “o Brasil respeita todos os seus contratos. Repito: o Brasil respeita todos os seus contratos” – disse em seu discurso triunfalista, arrematando: "eu, como brasileiro desta geração, digo com orgulho que o sucesso das minhas empresas não seria possível sem esse Brasil novo”.

Já o presidente da mais tradicional petrolífera dos Estados Unidos, o texano Rex Tillerson, de 57anos, há três no seu comando, lembrou que a subsidiária Esso iniciou suas atividades no Brasil há quase um século e avisou que pretende continuar investindo no país.

O presidente respondeu dizendo que multinacionais nunca tiveram oportunidades tão boas como as criadas pela descoberta do pré-sal. Aos colegas, Tillerson informou ter recebido de Lula a palavra de honra de que todos os contratos com as companhias estrangeiras serão religiosamente respeitados, valendo as condições e os valores estabelecidos pelo regime de concessão vigente até agora.

Uma festa de olho nas jazidas de amanhã
Mais do que os documentos já sacramentados, os patrocinadores da festa estavam na espreita para amarrar compromissos futuros. Afinal, o Brasil de Lula não difere em nada do de FHC em matéria de generosidade com nossas jazidas petrolíferas e continua sendo o eldorado sonhado das multinacionais: até prova em contrário, em qualquer um dos figurinos, a União continuará beliscando apenas 60% do produto de suas jazidas, descobertas pela Petrobrás e disponibilizadas de mão beijada para terceiros.

E tudo o que se pensar, a partir do modelo de partilha, assemelhado ao de concessões, será para os novos leilões, a partir para 2010.

As preocupações da indústria petrolífera, no entanto, vão além, muito além do regime de exploração. Tudo o que ela quer é pôr as mãos nas jazidas, como enfatizou Rex Tillerson, pouco depois de assumir a presidência da Exxon, em 2006, falando no Centro de Estudos Estratégicos Internacionais de Washingon:"o maior desafio para nós, sob uma perspectiva geopolítica, é simplesmente obtermos acesso aos campos de produção".

Isto porque o mercado vive o trauma da queda da produção em 2% ao ano, contra uma demanda que aumenta 3% no mesmo período.

Um minucioso estudo de Dalton Francisco dos Santos, geólogo pleno da Petrobrás e diretor do Sindipetro de Alagoas e Sergipe, demonstra que todos os olhos do mundo se concentram na exploração sob a camada de sal nas províncias petrolíferas do Brasil, Golfo do México e Austrália.

Cavando no pré-sal para recompor as reservas
“A expectativa é que essas três novas províncias petrolíferas possam recompor a queda da parcela de extração (23,27 milhões de barris por dia a menos em 2020) como consequência do declínio natural de -3% (percentual otimista) dos reservatórios de petróleo do mundo. Assim, os campos que extraem hoje 81,73 milhões de barris de petróleo por dia, extrairão 58,46 milhões de barris por dia em 2020, efetuando um declínio total de -28% durante 10 anos”.

Essas previsões se assemelham a de Guilherme de Oliveira Estrella, diretor de Produção da Petrobrás, em seu depoimento no Senado: “Os mais pessimistas indicam que teremos um consumo de 85 milhões a 90 milhões de barris, por dia, em 2030. Uma perspectiva média aposta em um consumo de 100 milhões de barris por dia. Mas há uma previsão de termos um consumo mundial de 110 milhões de barris a serem consumidos, por dia, em 2030.

O dramático disso tudo é que, considerando os campos já descobertos hoje, eles dariam conta de apenas 30 milhões a 40 milhões de barris por dia. Isso significa que as empresas mundiais, sejam estatais ou privadas, precisam descobrir, até 2030, campos para produzir cerca de 60 milhões a 70 milhões de barris por dia”.

Dalton Francisco dos Santos alerta para o perigo de uma exploração predatória por parte das multinacionais e observa: “no Brasil, a Exxon-Mobil Corp e a Hess Corp já são donas quase que totalmente do campo de Azulão, localizado no bloco do BM-S-22, na bacia de Santos, na costa litorânea do Estado de São Paulo.

O campo de Azulão está sob lâmina de água de 2.223 metros (7.294 pés) de fundura. A profundidade final dos poços deve ficar em torno de 5 mil metros (16.404 pés). O bloco do BM-S-22 é adjacente ao campo de Carioca, onde já estão a Repsol YPF e BG Group, e está a 40 quilômetros (25 milhas) ao sul do campo de Tupi. Azulão pode ter até 8 bilhões de barris de petróleo. É a maior descoberta das Américas desde 1976.

Em 1968, uma das maiores reservas de petróleo da América do Norte foi achada em Prodhoe Bay, no Alasca, mas a extração foi iniciada somente a partir de 1977 pelas Big Oil Arco e Exxon-Mobil. O campo de Prodhoe Bay, hoje quase que totalmente esgotado, tinha uma reserva de 12,8 bilhões de barris de petróleo”.

Como se vê desde já e como demonstrarei em outras colunas, a singularidade da questão energética mundial explica investidas atípicas e personagens de última geração do universo dos sem escrúpulos. O envolvimento pessoal de Eike Batista nas tratativas internacionais sobre a exploração do pré-sal, em que ele também está operando, é o sinal de que matéria tão estratégica está sendo negociada lateralmente, como é de suas práticas, graças às quais sua fortuna multiplicou-se por três nos últimos quatro anos e ele se tornou brasileiro de mais bala na agulha e maior poder de sedução.

[b]O banquete de 726 mil dólares para o gáudio do nosso príncipe operário foi apenas uma das muitas artimanhas dos donos do melhor negócio do mundo. Sem querer ser rigoroso demais, tenho para mim que nessa área o exercício da ambiguidade tende a ser o seu dínamo propulsor, vulnerabilizando nossas riquezas num ofertório de cunho entreguista sob o manto verde-amarelo do disfarce nacionalista.[b]
Postado por Pedro Porfirio às Quarta-feira, Outubro 21, 2009

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Megacampo faz de Lula novo “xeque do petróleo”

A descoberta colocaria o Brasil “entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo”, apesar dos “desafios consideráveis” relativos à exploração sob extensas camadas de sal marítimo.

- A 'Petrossauro', a Petro-sal e a história -
“Histórias do Brasil”
É a história do brasil contada por quem tem credibilidade.
Podemos constatar que a “farra do boi” começou com cabral e continua.

Em 1974 José Sarney – fortalecendo o coro contra a Petrobras –tentou quebrar o monopólio do petróleo. A idéia não foi levada a sério restando ao então senador da ARENA retirar a iniciativa. Na verdade o governo militar – por incrível que pareça - foi mais sutil e criou o chamado Contrato de Risco que na prática retirou a Petrobras das pesquisas em terra. Na foto o general Geisel, Sarney e o atual ministro das Minas e Energia Edison Lobão.

O empobrecimento da Petrobras, e o enriquecimento de alguns, que desde a época de Geisel, (e até antes) ganhavam faustosamente. E esses chegaram até Dona Dilma e Don Mantega
Quando abriram o testamento-herança do “presidente” Geisel, espanto assombroso: ele deixava, comprovado, 20 milhões de dólares. Amigos, parceiros, familiares e apaniguados, inteiramente surpreendidos. De onde viria essa importância? E como “presidente” tão austero acumulara esse dinheiro?

Na época procurei investigar, e como nenhum órgão de comunicação publicou qualquer coisa, fiquei sozinho. Primeira constatação: naquela época, digamos a partir de 1974, quando o general foi agraciado, que palavra, com a “presidência” da República, o Brasil COMPRAVA anualmente, 20 BILHÕES de DÓLARES de petróleo.

Decodificando os números, chegamos ao seguinte: 10 por cento de 20 BILHÕES, dá 2 BILHÕES. 1 por cento de 20 BILHÕES, não passa de 200 MILHÕES. 0,1 por cento desses 200 MILHÕES, e chegamos aos 20 MILHÕES da herança-testamento. Irrisório.

Não vamos desenterrar, ressuscitar ou crucificar o general (sem aspas) e o “presidente” (com aspas e paetês), por causa dessa “bobagem”. Informantes do repórter: “Helio, a comissão do mercado, geralmente é de 3 por cento. Portanto, o “Presidente”, em vez de 20 milhões deveria ter deixado 600 MILHÕES. É um benemérito.

Era a fase pobre da Petrobras, ninguém imaginava que a empresa chegasse ao poderio que chegou. Vivíamos ainda na fase do americano Mister Link, que passara muito tempo no Brasil, por conta de Juracy Magalhães. (Não esqueçam, presidente da Vale do Rio Doce e depois, da Petrobras. Esse Mister Link gravou a frase mais arruinada do mundo: “Não há petróleo no Brasil”).

“Presidente”, Geisel nomeou logo para a Petrobras, quem? Shigeaki Ueki. Esse não teve a generosidade do próprio Geisel, em vez dos 3 por cento do mercado, deve ter cobrado mais. Quando Geisel precisou favorecer alguém com a presidência da Petrobras, (vá lá, por acordo político), deu a Shigeaki Ueki, o ministério de Minas e Energia. Como hierarquicamente, a Petrobras é subordinada a esse ministério, digamos que a comissão era dividida, sem hostilidades.

Aí, os filhos de Shigeaki Ueki já haviam crescido, e “gerenciavam” os poços de petróleo do Texas. Conservadores, ganhavam (o verbo é esse ou pode ser mudado para roubaram?) com o petróleo, investiam no petróleo.

Hoje, no Texas, a família Ueki é petroliferamente, mais poderosa do que a família Bush.

Aí o Brasil foi descobrindo petróleo nos mais diversos lugares, lógico, o dinheiro gasto com a compra do produto diminuindo. A partir dos anos 90, já se falava na AUTOSUFICIÊNCIA em matéria de produção de petróleo. Mas ainda deu para enriquecer muito Joel Renó, muito Galvão, muito Sérgio Machado, já na Era Lula. São mais de 300 faturando.

Perseguido, preterido, discriminado, defendia intransigentemente a Petrobras, eles explodiam de gargalhadas. Veio o governo FHC, a 9478, que só eu combati, depois veio o governador Requião, na sua fase progressista, que durou pouco. Mas durou. O Procurador Geral do Estado do Paraná entrou com uma Adin, o presidente do Supremo era Nelson Jobin, como o povo brasileiro podia ganhar alguma coisa? Perdemos de 7 a 4.

Aí, muita gente continuou ganhando dinheiro (por fora, caixa 2, caixa 3), era tanto, e o desperdício da Petrobras, caso de policia. O “proprietário” da Comunicação e seus 142 ASSESSORES, que prodígio. Mas não deixaram de ganhar comissão, mudaram de setor. Como a Petrobras COMPRA, necessariamente por ano mais ou menos 200 BILHÕES de material, vejam quantos são enriquecidos à custa do povo?

E chegamos á fase pré-sal, ainda faltam uns 10 anos, mas todos querem enriquecer antes, consideram que no próprio nome está o PRÉ. Surgiram também os que não participavam das grandes jogadas, se satisfaziam com o recebimento mensal (nada a ver com o mensalão), os CONSELHEIROS e os 6 MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO. Não eram tacadas homéricas mas dava para viver faustosamente.

Tratarei disso amanhã, segunda-feira, nem a CPI tratou disso. Aliás a CPI foi morrendo, nem os chamados oposicionistas tinham noção dos números. Não estavam preparados para o GIGANTISMO DA CORRUPÇÃO.

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PS- Por causa da Petrobras, Geisel teve que brigar com o general Euler Bentes Monteiro. Este chegou a general com 48 anos, inédito. Como só podia ficar 12 anos como general (ou 4 como 4 estrelas), foi pra casa com 60 anos, mocíssimo. Geisel prometeu nomeá-lo presidente da empresa.

PS2- Acontece que para essa nomeação, pelo menos naquela época, era imprescindível o aval de grupos nacionais e multinacionais. Como não conheciam o general, ele não foi nomeado. Em 1979, se lançou candidato a “presidente”, contra Figueiredo. Pura vingança, não tinha chance. Mas juntou uma equipe boa. Que queria me levar. Eu disse um NÃO retumbante, perguntei: “Que confiança ele merece?”.

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Carlos Lessa, presidente do BNDES: “TODA VEZ QUE FINANCIAMOS A PETROBRAS, PAGAMOS 4% PARA O DINHEIRO ATRAVESSAR A AV. CHILE”. E acabou com isso
Mas Lessa foi substituído por Mantega, que restabeleceu os privilégios dos banqueiros nacionais e internacionais, proporcionando-lhes lucros gigantescos, através de intermediações de empréstimos que não tinham o menor risco de inadimplência

O economista Carlos Lessa, quando presidente do BNDES (de janeiro de 2003 a novembro de 2004), fez uma verdadeira revolução no banco estatal e contribuiu, de forma decisiva, para que ocorresse a retomada do desenvolvimento no governo Lula.

Com apoio de seu vice, o engenheiro e consultor Darc Costa (um notável nacionalista, que goza de invulgar prestígio nas Forças Armadas e durante 9 anos foi Coordenador de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra), Lessa teve que mudar tudo. Motivo: a partir da gestão de Collor, o BNDES FORA MERGULHADO NUMA FASE DE OBSCURANTISMO, agravada nos mandatos de FHC, que transformou a instituição num poleiro de tucanos privatistas e globalizantes.

Lessa deu uma virada histórica, recolocou o BNDES a serviço do desenvolvimento nacional e acabou com os privilégios dos bancos privados, que agiam como intervenientes EM TODAS AS OPERAÇÕES DO BNDES.

Intermediação é uma grande negociata

Rigorosamente verdadeiro: quando assumiu, Lessa soube que o BNDES, cujos empréstimos mais baratos são liberados à taxa de 6% ano, pagava mais 4% para que as operações fossem intermediadas por bancos privados.

“Caramba, quer dizer que, toda vez que financiamos a Petrobras, pagamos 4% só para o dinheiro atravessar a Avenida Chile? ISSO É UM ESCÂNDALO. Empréstimos para a Petrobras não têm o menor risco nem precisam de bancos privados como intermediários. Vamos acabar com isso”, desabafou Lessa, numa reunião da Diretoria.

E assim foi feito. Todas as operações acima de R$ 10 milhões, que são corriqueiras na instituição, passaram a ser fechadas diretamente pelo BNDES, sem o pagamento de 4% aos bancos privados. Somente as operações abaixo desse valor continuaram com intermediação, porque o BNDES não tem condições de levantar os cadastros e controlar os pagamentos das milhares e milhares de micros, pequenas e médias empresas que recorrem às suas linhas de crédito, sobretudo ao Cartão BNDES.

Nenhum jornal deu uma só linha a respeito. Os banqueiros ficaram quietos, não reclamaram do fim do privilégio. Mas começaram a manobrar, usando os grandes jornais e revistas para desestabilizar Lessa e conseguir sua demissão.

Sai Lessa, entra Mantega, o traidor da Pátria

Em novembro de 2003, Lessa então foi afastado e Lula o substituiu por Guido Mantega, que era ministro do Planejamento e aceitou o aparente “rebaixamento”, porque na prática o BNDES é bem mais importante do que o Ministério herdado pelo sindicalista Paulo Bernardo.

No dia de sua substituição, num ato público que reuniu mais de mil pessoas diante do BNDES, incluindo diversos parlamentares federais, como Chico Alencar e Jandira Feghali, Lessa fez um violento discurso e afirmou, desafiadoramente, que “MANTEGA NÃO É UM BRASILEIRO COM B MAIÚSCULO”.

Lessa sabia o que estava dizendo: uma das primeiras decisões de Mantega foi justamente restabelecer a intermediação dos bancos privados em todas as operações do BNDES. A medida, é claro, foi tomada às escondidas, sem alarde, nenhum jornal divulgou.

Os banqueiros abriram champanhe também às escondidas, na calada da noite, sem estardalhaço. E assim o “brasileiro” (nascido na Itália) Guido Mantega se tornou um dos homens de confiança dos banqueiros nacionais e estrangeiros.

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PS -Foi com essas credenciais que se habilitou a substituir Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, formando com Henrique Meirelles a dobradinha dos sonhos dos banqueiros, que continuam mandando e desmandando neste país, onde o Poder é sempre sonegado aos brasileiros com B maiúsculo. Como Carlos Lessa e Darc Costa, por exemplo. Que República.

PS2 – E o presidente Lula nem pode alegar que “não sabia de nada”, porque, antes de ser demitido, Lessa pegou um avião, foi a Brasília e fez um longo relato (durou 4 horas) ao chefe do governo, que, estrategicamente, fingiu não ter ouvido nada.

Autor: Helio Fernandes
http://www.tribunadaimprensa.com.br


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Quanto as bandalheiras na Petrobrás são monumentáis.
São duzentas e setenta mil ONGS, que mamam na Petrobrás.

Dou agora o nome dos membros do Conselho de Administração da Petrobrás que foram reeleitos:
mandato de um ano permitida a reeleição.

1)Dilma Rouseff- Casa Civil da Presidência da República- Praça dos Três Poderes-Palácio do Planalto-IV andar- salas 57/58-Brasília- DF CEP-70150-900.

2)Guido Mantega-Gênova-Itália.
3) Silas Rondeau Cavalcante Silva ( pupilo do Sarney).
4) José Gabrielli de Azevedo (Presidente da Petrobrás).
5) Francisco Roberto de Araujo(general).
6) Luciano Coutinho.

Recebem por ano CZ$ 8.266.600,00 (oito milhões duzentos e sessenta e seis mil e seicentos reais).
Fora o por fora.

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