Arca de Noé

A meta agora é (re)construir uma Defesa Civil organizada.

O monitoramento do Rio Itajaí Açú, na região de Blumenau, acontece desde 1852 - dois anos após a fundação da cidade - quando o Rio Itajaí "Grande" atingiu o nivel de 16,30m. (Fonte: Diarinho do Litoral - edição 02/12/2008)

Em Itajaí...

"O primeiro registro de cheias é de 1880, numa época em que a cidade não tinha jornal. Numa ata da Câmara de Vereadores, há um agradecimento endereçado a Joinville pela doação de mantimentos a Itajaí por ocasião das cheias", resgata o historiador José Bento da Rosa da Silva. Ele conta que também colheu relatos sobre a grande enchente de 1911, que tava na memória de dona Rosa de Borba Travasso em 1993, quando ela tinha 87 anos." (Diarinho do Litoral. Edição: 01/12/08)

Em 1983, 100.000 pessoas ficaram desabrigadas em Itajaí. Em julho de 1984, 90 municípios catarinense sofreram com a enchente, considerada a maior desde 1911. Em Itajaí, o saldo das cheias de 1983 foi de 75.000 desabrigados. Em novembro de 2008, o cenário se repetiu, embora com outros personagens...

De acordo com o historiador José Bento Rosa da Silva, "esta enchente tem uma dimensão histórica importante, pois nunca tanta gente morou em áreas de risco, de preservação ambiental, como nas margens de rios e encostas de morros, o que provocou mais mortes. Além dos saques, que não se ouvia falar, salvo casos isolados em casas abandonadas, o que demonstra o desespero das comunidades carentes isoladas e o alto índice de criminalidade". (Diarinho do Litoral, edição 01/12/08)

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Respostas a este tópico

ENQUANTO ISSO A CHUVA CAI LA FORA, TU OLHA DA JANELA E CHORA', TE OLVIDO?...
TE OLVIDO...

Relembrando o passado
A cidade nao faz o dever de casa ...
... acabei de vir do centro da cidade onde esta havendo uma manifestaçaço publica , nao vi ninguem do poder publico envolvido , ONDE ESTAO OS?
..... escondidos com vergonha de que nao estao fazendo nada ....
......confortaveis vendo no que eles podem fazer para o seu bem próprio .

vcs querem mais?
Aqui?!!!!

C: È uma piada!
************
È uma piada!
Cade as obras dos dois canais para ajudar a aqua da chuva fluir direto p/ mar????
Enquanto isso a chuva cai la fora...

ENQUANTO ISSO A CHUVA CAI LA FORA, TU OLHA DA JANELA E CHORA'
Mortes e prejuízos do Vale do Itajaí: tragédia anunciada há mais de 150 anos

Que a tragédia que assolou o Vale do Itajaí não é algo novo todos sabem. Talvez, não saibam, no entanto, que as enchentes do Vale ocorrem desde a sua colonização há mais 150 anos. De 1850 a 1992 foram 66 enchentes, das quais 11 (onze) até 1900, 20 (vinte) nos 50 anos subseqüentes e 35 nos últimos 43 anos. Relatos históricos registram 9 metros de elevação do rio Itajaí-Açu na enchente de 1862, tornando terras agrícolas e cidades alagadas um cenário comum até os dias de hoje.

Isto levou a população local, principalmente de Blumenau a criar uma cultura de coexistência com as enchentes de pequena magnitude e também a conviver com o uso político das mesmas. Promessas de que se vai acabar com as cheias, são parte de velhos chavões políticos como prometer mais investimentos na educação, na segurança e na saúde. Também medidas governamentais de atendimento as populações atingidas e as inúmeras soluções de engenharia para o problema são discutidas desde a enchente de 1880 – a maior que se tinha registro até então, chegando o nível a 17,10m!

Em 1911, quando o pico de cheia alcançou 16,90m, surgiram várias propostas para o problema, inclusive a mudança da cidade para pontos mais altos e a construção de um canal de escoamento a partir de Blumenau. Esta segunda seria retomada nos anos 30 pelo primeiro estudo de defesa contra as cheias e também nos anos 80. A primeira e mais inteligente, poderia ser traduzida para uma linguagem técnica mais moderna dos dias de hoje: o uso ordenado do solo, onde se pode controlar a densidade demográfica, evitar a ocupação de áreas inundáveis e as encostas e os desmatamentos.

Também a proposta de Otto Rohkohl, de 1929, era sensata do ponto de vista de engenharia fluvial e previa a construção de barragens e reservatórios de contenção. Nas suas próprias palavras “quase todos os rios formadores assim como afluentes do Itajaí-Açu apresentam locais no seu alto curso, que, devido a constituição natural do terreno, permitem que se edifiquem barragens e reservatórios de contenção contíguos, a custos relativamente baixos”. Infelizmente, a proposta esbarrou nos interesses de famílias de elite da região que não queriam ver suas terras usadas para tal solução, seguidas de diversas administrações municipais que também a ignoraram.

Com as quatro enchentes que atingiram o vale em 1957, beirando a marca dos 13 metros, iniciou-se a luta por medidas de controle de cheias. Jornais noticiaram na época “foi uma verdadeira calamidade pública…As águas torrenciais e traiçoeiras do rio Itajaí-Açu arrastaram em poucas horas, rio abaixo, para o Atlântico, tudo o que os colonos, com rara energia e competência tinham construído, trazendo também o desânimo e a dor para a grande maioria dos habitantes do município e principalmente para a cidade…. Dois terços das residências, estabelecimentos fabris e comerciais e depósitos foram atingidos pela inundação.

Neste mesmo ano, os radialistas criaram a AIRVI - Associação de Imprensa e Rádio do Vale do Itajaí, com a finalidade de pressionar o poder público a tomar atitudes em relação às enchentes elaboraram um documento enviado ao Presidente Juscelino Kubitschek. O que se viu a seguir foi o primeiro decreto presidencial de 07 de Janeiro de 1957, nomeando um Grupo de Trabalho para estudar a situação econômica da Bacia Hidrográfica do rio Itajaí e propor as medidas necessárias ao seu desenvolvimento. Entre estudos geo-econômicos, a discussão de construção de barragens para contenção de cheias e aproveitamento para potencial hidrelétrico e irrigação, os estudos foram se arrastando por anos sem um objetivo claro.

Somente após a enchente de 01 de novembro de 1961, que ocasionou mortes e muitas perdas materiais, levando o então Presidente João Goulart a sobrevoar a região inundada, é que se retomaram os projetos das barragens. Iniciado em 1964, três barragens foram construída com atrasos clássicos das obras de engenharia, sendo finalizadas somente em 1976. No entanto, suas capacidades se basearam apenas nas enchentes que ocorreram entre 1931 e 1975, alegando-se que seriam suficientes para que não fosse ultrapassada a marca dos 9,90m em Blumenau. As enchentes 1983, que causaram danos materiais na ordem de US$ 1,1 bilhão, vieram provar que as estimativas estavam erradas ao considerar desprezíveis as informações das grandes cheias até 1911.

Após as cheias de 1983, com um pico de 15,34m e em seguida a de 1984, com 15,46m, surgiram os primeiros indícios de que uma relação entre as enchentes e a extensão do uso do solo, incluindo-se o desmatamento, começava a ser percebida. Não houve, porém, um aprofundamento desta questão, e muito menos decisões políticas que permitissem concretizar ações, embora não faltassem alertas importantes, como o do memorável botânico Roberto Miguel Klein: “Atualmente encontram-se em toda a área, outrora florestal, apenas remanescentes da vegetação original, que não raro, devido ao porte, são confundidos com a vegetação secundária (capoeirões), sobretudo na região da Floresta Ombrófila Densa (floresta pluvial da costa atlântica) e que, indistintamente, são derrubados para fins energéticos substituindo o óleo combustível nas caldeiras. Esta devastação sem precedentes, no norte e sul do estado, causou um profundo desequilíbrio nos ecossistemas com consequências imprevisíveis, sobretudo no vale do Itajaí, onde a busca energética através de lenha e carvão vegetal é mais intensa e arrasadora.”

O que em seguida se viu foi a criação de vários projetos como: 1) o “Projeto Nova Blumenau”, que partiu de uma assembléia de cidadãos locais e que durou apenas um ano pela falta de apoio da prefeitura para viabilizar as propostas elaboradas pelas comissões e uso político da mesma; 2) o “Projeto Crise”, da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), com o objetivo de desenvolver as chamadas medidas não-estruturais para proteção de enchentes, englobando monitoração do tempo, monitoração de níveis, modelos de previsão hidrológica e cartas de risco de inundação, uma espécie de sistema de alerta, que também envolvia as Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC); 3) o estudo realizado entre 1986 e 1990 pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), em parceria com o extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), que previa a retificação e alargamento da calha do Rio Itajaí-Açu, de forma a facilitar o escoamento das águas e a construção de um canal artificial de 10 quilômetros ligando a cidade de Itajaí à praia de Navegantes; 4) o “Plano Global e Integrado de Defesa contra as Enchentes”, que partiu dos governos estadual e municipal, que previa a instalação de comitês de bacia, a começar pela bacia do Itajaí, também teve o apoio da FURB na formação do estatuto dos comitês.

No entanto, apesar dos eloqüentes discursos de 1984 do então governador Esperidião Amin, para a Dra. Beate Frank, professora da FURB, nenhuma das iniciativas logrou êxito: “a nível de governo estadual, as resoluções não eram transformadas em decisões políticas e, a nível comunitário, prevaleceu o habitual deixa como está para ver como fica. A preocupação das “lideranças sociais” era predominantemente a de conseguir recursos para as obras do DNOS, enquanto a administração das enchentes, da água em geral, e a busca de soluções alternativas ou complementares, não era alvo de discussão”.

Na tragédia de novembro de 2008, o número de mortes pode chegar a 200 pessoas, mais de 80 mil pessoas desabrigadas, um prejuízo ainda incalculável e gastos com a reconstrução econômica do Vale que certamente ultrapassará a casa dos bilhões! Certamente, não foram os “caprichos da natureza” culpados pela catástrofe. Mas afinal, então quem são os culpados?

já vimos isto quando do Furacão Catarina, em 2004? A previsão do volume de chuvas do Vale do Itajaí para o mês de novembro de 2008 era de 100mm a 120 mm, no entanto em quatro dias choveu 500mm!

A irresponsabilidade total ao longo dos anos de políticos e administradores dos governos municipal, estadual e federal para resolver o problema das cheias

A falta do mesmo espírito empreendedor da população que fez o Vale prosperar economicamente, aplicado a um plano de ocupação da região dentro dos parâmetros da sustentabilidade? Uma das características de todas as enchentes foi a comunidade sempre delegar à terceiros a responsabilidade de “resolver” o problema.

Como se pode ver muitos são as culpas, no entanto, todas elas ligadas ao ser humano que insiste em cometer os mesmos erros ano após ano.

Eloy Casagrande Jr. – PHD - Professor na área de sustentabilidade e inovação - Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR

Fontes usadas para dados históricos: FRANK, Beate. Uma abordagem para o Gerenciamento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí, com Ênfase no Problema das Enchentes. Tese de Doutorado, UFSC, 1995.
Fonte: Eloy Casagrande.

(portaldomeioambiente.org.br – 01/dezembro/2008)

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O domínio dos cérebros
Sábios foram os doutos do sistema que burilaram a fórmula do absolutismo implícito e estão produzindo hordas de cérebros reconfigurados. Você é um que está no cordão do esperneio direcionado. Acha que faz uso do chumbo, quando só dispõe de pólvora seca e olhe lá.
Sim, como na Alemanha de Hitler, estão pegando por pencas. Uma de cada vez. Claro que agora não precisam de crematórios. O corpo sobrevive para os efeitos lascivos colimados. Basta aprisionar o cérebro por uma lobotomia coletiva indolor e imperceptível. Deixando pênis e vaginas em atividade, ninguém chiará.

É tiro e queda.

Você deita e rola crente que está abafando, espantando fantasmas e construindo sonhos paradisíacos. E, no entanto, vira uma reles partícula de uma engrenagem subalterna.

Yes, temos um ditador
Não ria do que vou afirmar, mas, como ainda me restam alguns neurônios, como ainda não caí na teia, e de tudo faço para dela escapar, ainda que no bloco do eu sozinho, posso dizer sem medo de errar que você provavelmente já morreu e não se deu conta, como toda uma sociedade inerte e prostrada, que dá graças ao senhor pelo sol da praia, o som do pagode e o feijão da panela.

Yes, temos um ditador e nem Deus sabe onde ele vai chegar com a mala que escolheu para fazer de conta que pretende torná-la sua preposta. Agindo como uma hidra insaciável, já contaminou o organismo do Estado, onde anões sem escrúpulos reproduzem os sinais do arbítrio em escala imponderável, como bolas de neve.

O ditador é um ignorante de sete costados. Foi adestrado pelos sábios do mercado e da dialética, numa satânica combinação de invicta maldição. Para levar a massa a flagelar-se e até mesmo ao suicídio não precisa sequer de uma garrucha. As armas não fazem falta mais. Tê-las é apenas para alimentar a velha indústria bélica, que ainda paga robustas propinas e tem seu lugar na espinha dorsal do sistema.

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Leis para limpar a bunda
Também o que resta? Advogados?

Meu Deus, perdoem-me os últimos bravos.
Os verdugos a serviço do príncipe e do sistema de castas limpam as bundas fedorentas com os textos das leis, em todas as instâncias, e os causídicos fecham os olhos na esperança de um bom acordo.
A Constituição brasileira hoje é uma senhora diariamente violada em sua juventude desvirginada dos pés à cabeça e cada um, até na magistratura, só trata de traçar seu próprio feudo, onde impõe sua própria lei. Você não tem idéia do que estão fazendo nos porões iluminados do principado. Comissões administrativas, na área do Ministério da Justiça, resolveram criar jurisprudências em decisões de alcance histórico só para garantir aquela velha parada: aos amigos tudo, aos inimigos a Lei.

Tinha razão o general?
Se você continuar na base do palpite, como deseja o príncipe absolutista, o Brasil oferecerá ao mundo uma nova contribuição à semântica – o ditador boa praça.

Luiz Inácio Lula da Silva está conseguindo tornar antológicas as afirmações do general Olimpio Mourão Filho, celerado daqueles idos, que, no prefácio do seu livro de memórias, lançado em 1970, no auge da ditadura, já prenunciava como se sábio fosse:

“Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois uma horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição,empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso”.

“É muito mais fácil, muito mais cômodo e muito mais barato, não exige derramamento de sangue, controlar a opinião pública através dos seus órgãos de divulgação, do que construir bases militares ou financiar tropas de ocupação”.
João Calmon, ex-senador e diretor dos Diários Associados, em depoimento na CPI que investigou as ligações da Globo com o grupo Time Life, dos EUA.

Ate Breve
(* Yvytu

*********
Conexão discada
Só TXT
Fim da msg
Atracado em Itajaí no Xatrex
sen dinero no se salva el amor?

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